sábado, 11 de janeiro de 2014



Dedicação e Persistência são os caminhos para o Sucesso...


"Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens". Cl 3:23

TIPOS DE PISADA

Você sente dores no joelho ou na coluna? Percebeu que o seu tênis fica desgastado mais de um lado do que do outro? Sente que poderia correr mais leve e rápido? Sem saber, você pode estar pisando de forma errada.

TIPOS DE PISADA



Cada pessoa tem um tipo de pisada (neutra, pronada ou subpronada - antigo supinado) devido às características anatômicas: tipo de pé (normal, chato e cavo), disposição dos joelhos (varos, valgos), ângulo formado entre o joelho e quadril, além de estar relacionado também com a flexibilidade de articulações, como a do tornozelo.  

O apoio excessivo em um ponto do pé, que deveria ser melhor distribuído, pode provocar  alguns problemas, que vão desde lesões superficiais, como calos e bolhas; lesões ósseas, como fratura por estresse;  tendinites, canelites e joanetes. 

Conhecer o seu tipo de pisada é importante para se adequar ao movimento, realizando exercícios de fortalecimento dos pés, o que reduz o risco de lesão, e não apenas para ter o tênis indicado. Embora, o uso do tênis adequado é fundamental para garantir o bom rendimento da prática esportiva. O desgaste físico é menor com um calçado que atende melhor as necessidades de movimento do esporte que você pratica.

Assim, não basta apenas usar o tênis adequado ao seu tipo de pisada para reduzir o risco de lesões e a sobrecarga nas articulações. Veja algumas dicas para melhorar seu rendimento no esporte e sua qualidade de vida: 


  • Preocupar-se com o sobrepeso;
  • Observar a vida útil do seu tênis. Depois de um certo tempo o calçado começa a desgastar, ver se o solado já está muito gasto e deformado, é a hora de comprar um novo;
  • Não treinar além do necessário;
  • Realizar exercícios de fortalecimento muscular e alongar os músculos das panturrilhas e tendões calcâneos;







Para descobrir seu tipo de pisada o ideal é procurar orientação de um especialista (ortopedista ou fisioterapeuta).  As pisadas muito acentuadas, sobrecarregam determinadas áreas do pé, podendo trazer consequências e problemas futuros graves.     









Referencias
http://www.minhavida.com.br. As sete lesões mais comuns em corredores. S.A 2011.Acessado em 11 de janeiro de 2014.
htttp://eduardocostapersonal.blogspot.com.br. Costa Eduardo. 2014. Posição dos pés durante a caminhada. Acessado em 11 de janeiro de 2014.  
http://www.otempo.com.br. Acertando os passos. Hott Daniel. Setembro, 2013. Acessado em 11 janeiro de 2014.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Avaliacao Fisica e Consultoria


                                                         AVALIAÇÃO FÍSICA E CONSULTORIA



AVALIAÇÃO FÍSICA 
é o serviço perfeito para quem quer acompanhar a evolução do seu treinamento. Verificando sua composição corporal, nível de flexibilidade, níveis de força e resistência muscular. Comparamos seus resultados e analisamos sua progressão dentro do programa. 


                                          
                                    
CONSULTORIA 

Oferece um programa de treinamento detalhado e exclusivo para cada cliente. E mais, qualquer dúvida que você tenha é só entrar em contato por Email, redes sociais ou pessoalmente, que estaremos dispostos a esclarecê-las. 






























Seu corpo é único e responde a cada estímulo de forma única. Como não respeitar isso? 

Se você busca um serviço de qualidade, com um programa de exercícios para obtenção dos resultados que você espera, a escolha do profissional irá refletir diretamente na sua qualidade de vida. 



quinta-feira, 14 de março de 2013

DICAS PARA REDUZIR A GORDURA ABDOMINAL



   

DICAS PARA REDUZIR A GORDURA ABDOMINAL


Se houvesse uma estatística do local mais desejado para reduzir gordura, a região abdominal, provavelmente seria a vencedora. O excesso de  gordura abdominal é bem comum, até mesmo pessoas "magras" têm uma "barriguinha" que gostariam de se livrar. 
Fatores genéticos somados a uma má alimentação e uma vida sedentária podem ser os responsáveis pelo acúmulo de gordura nessa região. A genética, a estrutura do seu corpo, determina o local onde essa gordura vai se depositar, mas a quantidade depende do estilo de vida de cada um. 

Nas mulheres, o acúmulo de gordura se concentra mais nos membros inferiores (culote, glúteos e coxas) pela presença dos hormônios progesterona e estrogênio. Já nos homens, a tendência é que esse aumento predomine na região abdominal. Eles possuem a testosterona (produzida naturalmente pelo organismo), um hormônio conhecido pela ação anabolizante, o que dificulta a formação de gordura localizada. 
Quando a mulher alcança a menopausa e a produção de estrogênio diminui, o acúmulo de gordura pode migrar das nádegas, coxas e quadril para a cintura e então aumentar a quantidade de gordura abdominal. 


OS TIPOS DE GORDURA ABDOMINAL

Segundo especialistas, existem dois tipos de gordura abdominal: a visceral e a localizada, que podem ter causas, consequências e tratamentos diferentes.  
A gordura chamada visceral (intra-abdominal -"maçã") é considerada a mais grave, pois envolve os órgãos do abdômen. Esta, leva à Síndrome Metabólica, pois propicia o desenvolvimento de doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto. Já a gordura localizada (pêra)- não é uma patologia, é muito mais estética. Ela encontra-se abaixo da pele, por isso também é chamada de gordura subcutânea.
Os dois tipos de gorduras podem aparecer juntas, como é o caso das pessoas obesas.

CAUSAS DA GORDURA ABDOMINAL


Os culpados por essa situação são sempre os mesmos:

1- Gorduras saturadas e hidrogenadas (encontradas em queijos amarelos, carne vermelha, biscoitos, sorvetes, etc.);

2- Carboidratos (doces, pães, massas de farinha branca, etc.)

A causa imediatada da obesidade é o desequilíbrio energético: o organismo ingere mais calorias do que gasta. Geralmente esse desequilíbrio está correlacionado com dieta de muitas calorias e/ou estilo de vida sedentário. Síndrome de Cushing, uma desordem endócrina, também pode ocasionar obesidade central. Outras causas incluem alguns medicamentos que podem ter como efeito colateral influência na obesidade.



TRATAMENTO 

Pessoas com gordura visceral devem ter acompanhamento médico, pois é preciso tratar as doenças que levam ao surgimento dessa gordura e as causadas por ela. Exercícios físicos e reeducação alimentar (adoção de uma dieta pobre em gordura e rica em fibras, que diminuiu a absorção da gordura) fazem parte do tratamento. Além da adoção de um estilo de vida saudável longe de bebidas alcoólicas e cigarro.

Já nas pessoas com gordura localizada, muitos casos podem ser resolvidos com reeducação alimentar e exercícios físicos e até mesmo tratamentos estéticos. 
Assim, para reduzir o excesso de gordura abdominal, a alimentação equilibrada e o exercício físico devem andar de mãos dadas. Um não funciona sem o outro. Deve-se consumir menos calorias do que as que gasta diariamente. Com o tempo seu corpo vai começar a converter gordura em energia utilizável, a gordura vai sendo reduzida em todo o seu corpo e não apenas num local específico. 

O seu corpo vai "queimar gordura" de forma geral para ser utilizada como fonte de energia durante uma atividade. Nem sempre é utilizada a gordura das regiões onde se tem mais, mas sim da onde tiver uma pré-disposição genética para isso. Por isso quando começamos a emagrecer, percebemos primeiro o rosto e as pernas. A  região abdominal demora um pouco mais.

Um grande jantar antes de ir para a cama é o suficiente para que os níveis de gordura na região abdominal aumente. E se esse mau hábito persistir sucessivamente, a gordura vai acumulando. Além disso, segundo pesquisas, a região abdominal é o primeiro lugar onde o stress está relacionado com excesso de gordura. 


SE VOCÊ QUISER REDUZIR A GORDURA ABDOMINAL ...

"É essencial entender que conseguir a barriga ideal requer queima de gordura e fortalecimento muscular".
  • Exercícios aeróbios: são excelentes para agilizar a queima de gorduraAeróbios: caminhada, corrida, bicicleta, escadas, corda, aulas de step, jump, spinning ou qualquer outro exercício que te faça suar e aumentar seus batimentos cardíacos.
  • Capriche nos treinos de musculação: o aumento da massa muscular irá facilitar a queima de gordura, até mesmo em repouso. Pois quanto mais músculos o corpo tiver mais acelerado o metabolismo, facilitando assim o desenho abdominal. 
  • Exercícios abdominais: promovem o fortalecimento da parede do abdômen e não a redução da gordura localizada. A  sua prática regular unidas a uma atividade física aeróbia e uma boa alimentação traz inúmeros benefícios como: equilíbrio postural; sustentação visceral; eficiência respiratória; eficiência do processo digestivo; prevenção contra traumatismos; prevenção contra diastases; proteção às áreas abdominais sujeitas as herniações; melhora da estética.
  • Alimentação: as regras são simples, deve-se manter uma dieta hipocalórica, gastando- se mais calorias do que ingerindo. A ingestão de carboidratos comuns e alimentos ricos em açúcares e gorduras (doces, massas, tortas, pizzas) deve ser reduzida. Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico (cereais integrais e frutas com casca), são excelentes para repor sua energia, glicogênio e não causar picos de insulina no sangue, evitando assim o acúmulo de gordura. O consumo de carboidratos de alto índice glicêmico deve ser apenas em horários específicos, como desjejum e pós treino. O açúcar e a farinha branca elevam a produção de insulina, facilitando acúmulo de gordura abdominal. Além de tudo, "fermentam" e "estufam" o abdômen quando são consumidos em excesso, dilatando o estômago e aumentando a barriga. Consuma mais farinha integral do que a refinada e produtos light.
  • Agora a chave da dieta é o consumo de proteínas magras, pois estas serão as responsáveis pela manutenção da sua massa muscular, aceleram o metabolismo e aumentam a queima de gordura, evitando o catabolismo; favorecem a saciedade e evitam a fermentação. . Gorduras boas devem ser utilizadas, como azeite de oliva. Fibras devem ser incluídas na dieta, os sistema digestivo precisa de fibra para eliminar as toxinas do organismo. 
  • É fundamental um plano de reeducação alimentar, baseado em uma melhor distribuição da oferta alimentar, repartida em seis refeições, sendo três principais e três pequenos lanches intermediários, compostos de baixo teor calórico. Passar mais do que 3 ou 4 horas sem comer, pode aumentar o acúmulo de gorduras no corpo e também deixar seu metabolismo mais lento. A tendência de quem fica muito tempo sem comer  é chegar na próxima refeição com muita fome, ingerindo grandes quantidades, o que favorece a dilatação do estômago. Tome um bom café da manhã e antes de dormir faça uma refeição leve e rica em proteínas. 
  • A ingestão de líquidos é de extrema importância, principalmente água, deve-se beber no mínimo dois litros por dia, o que facilita muito a regularizar o mau funcionamento do intestino.  A solução é ignorar as dietas milagrosas e perceber os erros e acertos na alimentação, fazer uma reeducação alimentar. 
  • Mudança no estilo de vida: evite os maus hábitos, como cigarro, bebidas alcoólicas; descanse seu corpo e mente, separe um tempo para o lazer e durma bem.  

Lembre-se: procure um profissional capacitado que possa dar orientações tanto em relação a treinamento como dieta, aconselho é claro um Personal Trainer e um Nutricionista Esportivo.

O “segredo” da boa forma é simples: equilíbrio, disciplina, assiduidade nos treinos, alimentação balanceada, qualidade de sono, motivação e informação.




REFERÊNCIAS 

GUIMARÃES, Douglas. Redução de gordura abdominal. Qual o segredo? (s.d)
<www.dicasdetreino.com.br> Acessado em 01 de março de 2013.


GUEDES Jr.,Dilmar Pinto; TEIXEIRA, Cauê V. La Sacala. Musculação: Perguntas e Respostas. As 50 duvidas mais frequentes nas academias. São Paulo: Editora Phorte, 2010. p. 43-46.  

PEREIRA, Paulo. Como perder gordura abdominal? (s.d)
<http//comoperdergorsuraabdominal.blogspot.com> Acessado em 14 de marco de 2013




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RESPIRAÇÃO NA MUSCULAÇÃO



RESPIRAÇÃO NA MUSCULAÇÃO



A respiração é o meio pelo qual o corpo recebe oxigênio, que é levado pelo sangue a todos os tecidos. Ela é uma das funções responsáveis pela vida, na medida em que ajuda no fornecimento de energia celular e na troca de gás carbônico no corpo por oxigênio (hematose pulmonar). 
Durante a prática não só da musculação, mas de qualquer outra modalidade, como ginástica localizada, alongamentos, jump, spinning e até uma leve caminhada, é preciso bastante atenção para com a respiração, especialmente no que se refere aos momentos de inspirar (introduzir ar para os pulmões) e expirar (expelir o ar dos pulmões). Pois, os níveis de utilização de oxigênio pelo corpo, tendem a aumentar. No caso de exercícios físicos intensos, costumamos usar, por exemplo, o VO2 Máx do indivíduo, a fim de estabelecer o consumo máximo de oxigênio do mesmo.
A respiração pode influenciar negativamente ou positivamente no trabalho da musculação. A respiração adequada ajuda na melhor oxigenação muscular, o que faz com que a sua capacidade aeróbia aumente, favorecendo a resistência e reduzindo os níveis de ácido lático, o que melhora o desempenho do praticante. 
Assim, saber respirar é fundamental não tão somente para evitar acidentes como desmaios, rompimento de vasos, entre outros, mas é papel prudente e importante para obter resultados. Fique atento à respiração! Inspire pelo nariz e expire pela boca, para que o ar seja filtrado, aquecido e umidificado. Para ajudar a entender melhor todo esse processo da respiração, estão descritas abaixo os vários tipos de respiração que são utilizadas e que facilitam a biomecânica respiratória e na melhora do rendimento durante os exercícios, basta utilizar a respiração correta, sendo esta adequada ao tipo de atividade física e ao praticante. 

TIPOS DE RESPIRAÇÃO 



Respiração ativa:
 inspira-se durante a fase concêntrica (força muscular vence a resistência) e expira-se na fase excêntrica (resistência vence a força muscular) do movimento. Este tipo de respiração  não permite a contração eficiente da musculatura abdominal devido a inspiração, diminuindo a segurança dos movimentos.



Respiração passiva: inspira-se durante a fase excêntrica e expira-se durante a fase concêntrica do movimento. Quando se faz um exercício de força, a fase de maior dificuldade é aquela em que se vence a resistência ou fase concêntrica do movimento. Nesse momento, ocorre a contração abdominal com o objetivo de estabilizar o corpo, concentrando mais a força para o movimento desejado. Além disso, por ser um músculo expiratório, facilita a saída do ar, empurrando o diafragma para cima. Este tipo de respiração é a mais utilizada e devem ser direcionadas aos hipertensos e outros grupos especiais. 


Apneica ou bloqueada: é quando se prende a respiração em uma das fases dos exercícios ou mesmo antes de executá-lo. O ato de prender excessivamente o fluxo de ar com a glote fechada (manobra de valsava) durante a execução de treinamento de força, ocasiona em um aumento da pressão intra-abdominal  (torácica), diminuição do retorno venoso e aumento da pressão arterial. Por esse motivo é aconselhável que sua realização seja evitada, educando os alunos iniciantes e grupos especiais, como os hipertensos. No entanto, é comum observar indivíduos experientes em treinamentos com pesos e atletas realizando essa manobra pelo fato de se obter um aumento na pressão intra-abdominal, o que proporciona segurança à coluna e auxilia na execução de exercícios com cargas elevadas. 




Livre: a respiração continuada é aquela em que não existe preocupação em inspirar ou expirar em determinada fase do movimento (respiração natural).  Acontece naturalmente durante os exercícios aeróbios, mas é importante utilizar a mecânica correta. Normalmente, é importante manter uma frequência ideal de treinamento, para que, apesar de ser livre, a respiração também seja mista. Caso contrário, se torna ofegante e com menor rendimento. O tipo de respiração a ser aplicado vai depender do tipo de exercício escolhido. No caso dos alongamentos, a respiração deve ser lenta, rítmica e controlada. 




Respiração correta: solte o ar ao realizar a flexão do tronco e ao voltar inspire. 
Nos exercícios abdominais, onde ocorre a flexão de tronco, o espaço da caixa torácica diminui e o excesso de ar vai pressionar a região. Em longo prazo, isto pode causar problemas de circulação, principalmente varizes em pessoas que já têm predisposição. Na postagem anterior deste blog: Musculação causa varizes? explico melhor sobre este evento.  



Kraemer e Fleck (2009) op cit GUEDES JR .e TEIXEIRA (2010)  recomendam, preferencialmente, a adoção da respiração passiva durante os exercícios, principalmente em hipertensos e outros grupos especiais. 

"No entanto, é sensato que os alunos sejam orientados a respirar de modo que haja o maior conforto possível, com uma proporção de um ciclo respiratório (inspiração e expiração) para cada repetição independentemente pelo tipo pelo qual se optou". (TEIXEIRA E GUEDES JR, 2010). 


Caso tenha dúvidas ou dificuldades, não hesite em consultar o profissional que montou o seu treino da musculação para que ele oriente quanto a respiração que deverá ser utilizada e verifique as suas dificuldades adaptando-as.








REFERÊNCIAS 

FLECK, S.J.; KRAEMER, W.J. Fundamentos do treinamento de força muscular. 3ed Porto Alegre: Artmed 2006.

GUEDES Jr.,Dilmar Pinto; TEIXEIRA, Cauê V. La Sacala. Musculação: Perguntas e Respostas. As 50 duvidas mais frequentes nas academias. São Paulo: Editora Phorte, 2010. p. 43-46.  

ALMEIDA, Felipe. Respiração na muculação. Acessado em 28 de janeiro de 2013
 < www.felipealmeidapersonal.wordpress.com> julho de 2012.




Profª Daniela Peixoto Pereira

quinta-feira, 7 de junho de 2012

    QUER CORRER?  ENTÃO COMECE ANDANDO





















Já faz algum tempo que correr virou mania e não apenas para os indivíduos ativos, mas também para aqueles ex-sedentários que foram fisgados pelos benefícios que o esporte oferece: emagrecer, ganhar condicionamento físico, modelar o corpo e fazer amigos. Os adeptos da modalidade se multiplicam a cada ano. E essa correria toda não é à toa. O mais democrático dos esportes pode ser praticado em qualquer lugar (na praia, no parque, na rua, na esteira de casa ou da academia), não precisa de equipamentos ultramodernos, basta apenas um bom par de tênis.

A corrida está nos sonhos de muita gente. Esta atividade é um dos exercícios mais desejados e um dos mais intensos também.
Quer entrar para o mundo das corridas? O melhor a fazer é começar com tranquilidade, pouco a pouco, combinando caminhadas com as corridas, pois nessa etapa o objetivo é adaptar o corpo ao exercício e ir melhorando a resistência física. O primeiro passo para quem quer começar a correr é andar. À medida que determinada velocidade da caminhada se torna fácil é a hora de acelerar um pouco mais e assim sucessivamente. Se optar pela esteira poderá controlar, dia a dia, a velocidade e assim estipular metas semanais ou quinzenais. 


De acordo com o American College of Sports Medicine caminhar e correr são mais eficientes em velocidade abaixo e acima de 6.0 km/h e 8.0 Km/h, respectivamente. Entre essas velocidades temos o que chamamos de velocidade de transição. No entanto, é importante que analise seu condicionamento físico e sua eficiência mecânica. Se caminhar acima de 6.0 Km/h se torna impossível, respeite e ouça seu corpo. Perceberá que aos poucos seu organismo estará adaptado para caminhar mais rápido e posteriormente executar leves trotes nas velocidades de transição ou até corridas com velocidades superiores.

Uma hora de corrida na esteira, pode eliminar aproximadamente 600 calorias e dependendo do peso do indivíduo ou da velocidade da corrida, este número poderá ser ainda maior. Além disso, a corrida melhora o condicionamento físico, fortalece os músculos das coxas, pernas e panturrilhas e ainda enrijece os músculos abdominais, deixando-os mais definidos. Mas, também é um dos exercícios de maior impacto sobre as articulações. Quem é que nunca viu alguém se queixar de dores decorrentes da corrida? Para que a corrida não lhe traga complicações como contraturas musculares e lesões e rupturas de músculos e tendões, siga algumas dicas importantes que vou listar abaixo e não deixe de consultar e ter um acompanhamento de um profissional de Educação Física.

Aqui vão algumas dicas para começar a correr:
  • Procure seu médico e faça exames para avaliar sua saúde de um modo geral;
  • Siga as orientações de um profissional de Educação Física, especialista em corrida;
  • Escolha um tênis específico para a modalidade que tenha amortecimento e seja confortável;
  • Use roupas leves e confortáveis;
  • Aqueça seu corpo caminhando por pelo menos 5 minutos em velocidade baixa ou moderada e faça exercícios de alongamento antes e após terminar sua sessão por completo;
  • Trace metas de velocidades e se possível utilize um monitor cardíaco;
  • Hidrate-se a cada 10 ou 15 minutos com pequenos goles de água;
  • Respeite os limites de intensidade do seu corpo;
  • Ao sinal de qualquer dor, interrompa o exercício imediatamente;
  • Pratique exercícios de fortalecimento muscular.

Antes de cada treino reserve de 5 a 10 minutos para uma caminhada que vai preparar o corpo para o exercício, e mais cinco no final, a fim de desaquecer e relaxar os músculos.

"O alongamento antes da corrida é uma forma de aquecimento. Ajuda a preparar a musculatura para o exercício. Ele deve ser feito com pouca intensidade, sem ir além do limite da flexibilidade, diz Ronaldo Martinelli, treinador da 5 Ways". "O recomendado é que o atleta faça um trote leve antes de iniciar o alongamento, principalmente nos dias mais frios, para ativar a circulação sanguínea", completa o técnico. "Os alongamentos após o treino também devem ser realizados com moderação. Ele ajuda no relaxamento muscular e evita o desconforto". O treinador orienta que os exercícios para aumentar a flexibilidade sejam realizados em dias alternados aos treinos de corrida ou em outros períodos com pelo menos 6 horas de intervalo.  

Também é importante ficar de olho nos seus batimentos cardíacos. Você tem duas opções: pode calcular sua frequência cardíaca máxima, a FCM (aprenda como calcular sua frequência na próxima postagem deste blog) ou utilizar o método de percepção de esforço.


Um forte sistema respiratório pode melhorar a sua performance na corrida. Quanto maior a dificuldade respiratória, mais esforço para músculos durante a corrida. A maioria dos corredores são "respiradores tórax" e não "respiradores abdômen". Quando você respira só com o tórax, os ombros ficam tensos e se movem para cima e para baixo. Essa energia que é desperdiçada você deveria conservá-la para correr. Embora, a respiração torácica seja um hábito difícil de quebrar, principalmente quando se está preocupado em manter o ritmo da corrida. Uma maneira de trabalhar a respiração abdominal é quando não estiver correndo. Alguns corredores utilizam as técnicas do Pilates para melhorar a respiração.


Muitos me perguntam se o correto na hora de correr é respirar pelo nariz ou pela boca? Durante os treinos leves, como um trote de aquecimento, por exemplo, o corredor pode inspirar pelo nariz e soltar pela boca, que é o mais recomendado, pois há um aquecimento mais eficiente do ar que entra pelos pulmões por essa via (nariz). Além disso o pêlos nasais acabam formando uma barreira que retêm partículas no ar inspirado. Quanto à expiração a diferença é que pela boca o fluxo é mais rápido. Porém quando se trata de uma corrida de um ritmo mais intenso ou mais prolongado esse método já não funciona por causa da necessidade da quantidade de oxigênio para a prática da corrida. O ideal é inspirar pelo nariz e pela boca simultaneamente e soltar pelos dois.

A chave para a prevenção da fadiga muscular é respirar plenamente. "Quando você respira mais profundamente você usa mais os seus pulmões, isso lhe permite ter mais oxigênio para alimentar os seus músculos, diz Dr. David Ross, pneumologista da UCLA Medical Center. "Quando estou correndo, eu me concentro em alternar respirações lentas e profundas para reforçar o meu diafragma". Assim, respirar melhor equivale mais oxigênio para os músculos e  mais resistência. 
  
Outra recomendação fundamental é respeitar os dias de descanso, pois é quando as fibras musculares se recuperam do esforço e acumulam energia para voltar com pique total na sessão seguinte. 

Para garantir uma corrida eficiente e segura, o corpo todo precisa trabalhar em sintonia:
  • Mantenha uma postura correta, as costas precisam estar alinhadas com a cabeça, pescoço, ombros e quadril. Relaxe pescoço e ombros e cuidado para não projetar a cabeça para trás nem correr olhando para o chão com o queixo para baixo, pois pode sobrecarregar a região cervical. Um truque para ganhar velocidade, principalmente nas subidas é inclinar o tronco um pouco  à frente. 
  • Durante a corrida é importante que os braços se movimentem de forma alternada com as pernas, a fim de dar impulsão e ritmo a corrida. Os cotovelos devem estar flexionados a 90º e os punhos relaxados.
  • Contraia levemente o abdômen enquanto corre, para não forçar a região lombar. Evite deixar o corpo tenso para não prejudicar o exercício.
  • Os joelhos devem estar flexionados na medida certa a cada passada: nem demais, para não comprometer a agilidade do movimento, nem de menos, pois manter as pernas estendidas aumenta a sobrecarga na hora da pisada, diminui a amplitude da passada e abre espaço para lesões.
  • Não importa o tipo da pisada. O movimento deve ser sempre o mesmo: toque o chão primeiro com o calcanhar, transfira o peso do corpo para a planta do pé e, por último, para os dedos, dando impulso para o passo seguinte.


Agora sim, você já pode iniciar um treinamento de corrida. Nunca esqueça de ter sempre moderação e respeitar os limites de seu corpo.

O corpo humano é uma máquina maravilhosa, basta apenas treiná-la e condicioná-la que ela consegue executar o esforço desejado. Correr longas distâncias é uma questão de condicionamento físico e treino. 

Existem várias técnicas e tipos de treinos de corrida para iniciantes, procure um profissional de Educação Física capacitado que lhe dará mais dicas e irá desenvolver um treino adequado a sua capacidade física. 



Referências:



FORTES, Francisco. Treino para Começar a Correr. Novembro de 2008.
Disponível em <http://www.podcorrer.com> Acessado em junho de 2012.


SANTOS, Cesar Candido dos. Op. cit.  Ronaldo Martinelli. Alongamento pré e pós treino. Setembro de 2009.
Disponível em <http://o2porminuto.uou.com.br> Acessado em junho de 2012.

One2 Assessoria Esportiva. Op. cit. David Ross. A respiração na corrida: saiba como respirar bem e chegar melhor . 2008-2009.
Disponivel em <http://www.exercitandosaude.com.br> Acessado em junho de 2012.








sábado, 12 de maio de 2012

PARABÉNS A TODAS AS MAMÃES!

PARABÉNS A TODAS AS MAMÃES!
ADMIRO TODAS AS MINHAS ALUNAS QUE SÃO MÃES, 
MULHERES GUERREIRAS QUE FAZEM MIL COISAS AO MESMO TEMPO, DEDICAM TODO O TEMPO DO MUNDO PARA SEU FILHO, MAS NUNCA DEIXAM DE CUIDAR DE SUA SAÚDE, ESTÃO SEMPRE ALI PRONTAS PARA UM NOVO DIA, UM NOVO TREINO, UMA NOVA BATALHA EM SEU DIA A DIA. 


PARA VOCÊ MÃE UM MAIS QUE MERECIDO:
FELIZ DIA DAS MÃES!!!